Um caderno, um telemóvel e domingos à noite.
O celestifex não é uma redação nem uma empresa. É o passatempo de uma pessoa que joga muito e desconfia de listas fáceis.
Como começou
No inverno de 2022, a Matilde Fonseca passou uma noite inteira a fazer scroll na Google Play à procura de algo novo. Encontrou os mesmos três jogos no topo, os mesmos anúncios, as mesmas promessas. Fechou a loja irritada e abriu um documento a que chamou "os que ninguém me mostra".
Essa lista cresceu num caderno de capa preta que ainda anda na mochila. Ao fim de uns meses, tinha notas sobre dezenas de jogos pequenos: o que agarrava, o que cansava, o que era pago a meio sem avisar. O celestifex nasceu para pôr essas notas online, no Porto, em Cedofeita, entre um turno de suporte técnico e o jantar.
O que fazemos e o que não fazemos
Escolhemos poucos jogos e testamo-los a sério. Escrevemos a história de cada estúdio, porque um jogo é também quem o fez. E mandamos sempre para a loja oficial, sem intermediários.
- Não vendemos jogos nem alojamos ficheiros para descarregar.
- Não usamos links de afiliado nem aceitamos patrocínios por uma boa nota.
- Não inventamos avaliações nem inflamos números de instalações.
A oferta é honesta até ao fim, e isso inclui a única promessa que fazemos: uma lista curta, revista uma vez por semana, com defeitos incluídos.
Uma confissão
Há um senão que convém dizer já. A Matilde joga sobretudo em Android, por isso as notas de iOS são confirmadas na loja mas testadas com menos horas de jogo. Quando a diferença entre plataformas importa, como no preço de Alto's Odyssey, isso vem escrito bem grande na ficha.
Veja a seleção desta semana.
Cinco jogos, cinco géneros, cada um com a sua nota honesta.
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